O cinema possibilita o contar histórias diferentes por mais que o tema seja o mesmo: flagrar o movimento do homem rumo à redenção. Há sempre uma alegoria por trás da história.
O cinema é uma maravilhosa máquina do tempo: é possível apresentar aos jovens de hoje os jovens da década de 60 que tinham um objetivo pelo qual lutar.
O cinema é uma arte complexa e inexplicável: de cada dez filmes americanos, um é otimo, dois são bons, três regulares e quatro fracos. De cada dez filmes nacionais, todos dez são de boa qualidade.
O cinema brasileiro é feito com dinheiro público. Com o dinheiro de um curta se fazem quatro casas populares, com o dinheiro de um longa dá para fazer um hospital. Cinema, no Brasil, é feito para os ricos com dinheiro dos pobres.
No cinema americano, drogado de tantos efeitos especiais e violência, pode-se colocar a metade de um filme em outro filme qualquer e ninguém vai perceber. É tudo igual.
Em toda a minha carreira cinematográfica sempre me guiei em grande parte, pela opinião pública. Essa opinião chegava a mim através de cartas que recebia, em conversas pessoais, mas sobretudo por intermédio da imprensa.
Continuo fechado com minhas posições de um cinema terceiro-mundista. Um cinema independente do ponto-de-vista econômico e artístico, que não deixe a criatividade estética desaparecer em nome de uma objetividade comercial e de um imediatismo político.
Cineastas sempre mentem quando falam de seus filmes: ocultam quais as cenas que tiveram de cortar para o resultado ser razoável e quem são os atores errados que escolheram.