Governar povos deve parecer negócio de muito fácil execução: não há charlatão, pedante, louco, tolo ou néscio, que não se creia habilitado para tão importante ministério.
Em geral, existem apenas duas maneiras de governar: o governo de um homem só e o governo de uns poucos. O governo da maioria é, ou um interlúdio ocasional, ou uma ilusão que estimula os indivíduos e lubrifica as rodas do Governo. As minorias podem organizar; as maiorias não. Daí o drama eterno: ou o Governo é oligárquico, ou é monárquico. Não existe outra forma.