O moralista tradicional, quem quer que seja ele, recai invencivelmente na rotina de persuadir-nos que o prazer é um bem, que a via do bem nos é traçada pelo prazer.
O homem mais feliz é aquele que vive a vida sem dores muito grandes quer no físico, quer no moral, e não aquele que desfruta as alegrias mais vivas ou os prazeres mais intensos.
O homem como cientista é amoral. Só é moral como homem, não se preocupa se o que descobre vai ser usado para o bem ou para o mal. Como toda descoberta científica dá mais poderes sobre a natureza, ela pode aumentar o bem ou o mal.
O conflito entre ética e sexualidade, em nossos dias, não é uma mera colisão entre instintividade e moral, mas uma luta para justificar a presença de um instinto em nossas vidas e para reconhecer neste instinto um poder que procura sua expressão, e com o qual, manifestadamente, não se pode brincar e que, por isso, também não quer se submeter às nossas bem-intencionadas leis.
Existe alguma coisa de nossa consciência, de nossa personalidade moral, de nossa inteligência, de nosso eu, que sobreviva à decomposição do nosso invólucro material?
Dois homens nunca se penetram até a alma, até o fundo dos pensamentos, caminham um ao lado do outro, às vezes abraçados, mas nunca unidos, e a pessoa moral de cada um de nós fica eternamente sozinha por toda a vida.
Acima de tudo, devemos perceber que nenhum arsenal, ou nenhuma arma nos arsenais do mundo, é tão formidável como a vontade e coragem moral dos homens e mulheres livres. Esta é uma arma que nossos adversários no mundo de hoje não têm.
A vida abundante não vem para aqueles que tiveram um monte de obstáculos removidos de seus caminhos pelos outros. Ela se desenvolve de dentro e é enraizada em uma mente forte e fibra moral.